RUDNEY CARVALHO: MORRE O CAÇULA DE UMA GERAÇÃO

RUDNEY CARVALHO: MORRE O CAÇULA DE UMA GERAÇÃO redes sociais

Cavaquinista será sepultado nesta segunda em Santa Luzia

 O samba de Minas Gerais perdeu neste domingo, 29 de outubro, um dos seus maiores ícones. Caçula de uma geração de sambistas, Rudney Carvalho era filho de Triskey, mestre do violão sete cordas, natural de Francisco Sá, terra de minha mãe.  Nascido em 1972, Rudney Carvalho começou a tocar cavaquinho muito cedo, aos 10 anos de idade. Aos 13, já se apresentava no Curral do Samba, no Bairro São Paulo, em Belo Horizonte, um dos principais celeiros do samba na década de 1980. É de lá a foto icônica, ao lado de Nonato e Arlindo Cruz.

Participou de vários grupos: Raízes do Samba, Magnatas, Sambeaga, Grupo Favela Samba Show, entre outros, chegando a se apresentar por mais de 15 anos no saudoso Terreiro Samba Show, grupo liderado por Fabinho e Ricardo Barrão. 

“Nessa época o grupo era uma coqueluche. Tocávamos em todas as casas de samba da cidade, principalmente a Beija Flor do Samba, do nosso amigo Denner, aos domingos! Era a época da fita cassete e os artistas renomados da época não tinham banda. Então, a gente acompanhava todo mundo: Bezerra da Silva, Jovelina, Marquinhos Satã, entre outros”, contou Rudney, que ficou oito anos como integrante da banda da cantora e compositora Aline Calixto.

O último grupo foi o Nossa Roda BH, ao lado de Juninho Baú, Gatão, Tico do Pandeiro, Rodrigo Martins, entre outros. 

Rudney teve ainda experiência internacional. Tocou no Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Argentina. Em 2016, ele subiu ao palco do Montreux Jazz Festival, nas comemorações dos 50 anos do maior e mais tradicional festival de música do planeta, realizado na Suiça. O cavaquinhista integrou a banda do cantor e compositor Nil Lus, convidado de Quincy Jones, o curador do Festival e criador da gravadora Motown, que impulsionou a música negra norte-americana. 

De fato, a presença do Rudinho no palco sagrado da música mundial coroa uma trajetória de muitos serviços prestados à musica e, sobretudo, ao samba. Era um sambista de raiz. Nas folgas, gostava de ir pra roça, beber cachaça, comer tira-gosto e tocar bandolim. Da mesma forma que tocava no Beco do Rato, também batia cartão no Bar do Carioca, pra fazer um samba junto aos amigos. Colecionou amores, o último com a esposa e artesã Luana, com a qual nutria imenso carinho.

Ele também particou de vários movimentos: políticos, culturais e sociais. Tudo em prol do coletivo, do samba. Integrou a banda da Acadêmicos de Venda Nova. Fazia parte de vários grupos de samba de whatzapp, incluindo o coletivo Mestre Conga.

Nas redes sociais, vários artistas, amigos e parceiros, como Aline Calixto, Thiago Delegado, Ricardo Acácio, Andinho Santos, Marcos Frederico, Pirulito da Vila, entre outros, prestaram homenagens ao Rudbney. Vá em paz, amigo! 

Visto 2106 vezes Última modificação em Segunda, 30 Outubro 2023 10:18
Redação

A equipe Almanaque é composta por: Jornalistas, compositores e pesquisadores do Samba de Minas Gerais

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