COMO AJUDAR OS REDUTOS DO SAMBA?

COMO AJUDAR OS REDUTOS DO SAMBA? Reprodução/Facebook

Bares driblam isolamento com delivery e campanha de arrecadação

Com o isolamento social devido à pandemia de Covid-19, bares e restaurantes de Belo Horizonte que ofereciam programação cultural, sobretudo as rodas de samba e pagode, são obrigados a oferecer alternativas para manter os negócios funcionando. O fornecimento ou entrega de almoço em casa, bem como campanhas de arrecadação, são algumas das estratégias usadas pelos proprietários para driblar a crise com a pandemia, que interrompeu o atendimento ao público e as apresentações musicais nos espaços.

“Minha esperança é suportamos essa crise. Estamos caminhando com muita dificuldade, mas estamos indo!”, afirma Saulo Furtado, dono do Curin Bar, no bairro Santa Mônica, local onde é realizado o projeto Samba da Churrasqueira, com Dé Lucas, Heleno Augusto e convidados. “Tínhamos quatro eventos culturais por mês que ajudavam a impulsionar o negócio”, conta.

Segundo Saulo, a sorte foi que o estabelecimento já trabalhava com delivery antes da pandemia, com uma estrutura de entrega para atender os clientes. “A gente percebeu um aumento do número de pedidos entre os clientes mais conhecidos", acrescenta. Informações, aqui .

Outro espaço do samba que também oferece um cardápio variado é O Muringueiro – Música e Gastronomia. Localizado no Bairro da Graça, o bar mantinha uma programação de samba, choro e MPB de quarta-feira a domingo. Por lá se apresentavam os grupos Choro Nosso, Figa de Guiné, Zezim, Fita Amarela, além de artistas da nova geração, como Alexandre Rezende, Mauro Zockratto, Mariana Gomes, Giselle Couto, Cinara Ribeiro, Fernando Bento, entre outros.

Para tentar manter o negócio ativo, O Muringueiro está entregando via delivery algumas estrelas de seu cardápio, como o “Virado da Lalaus”, conhecido popularmente como mexido. Ele vem com linguiça calabresa, bacon, torresmo, pimenta biquinho, feijão roxinho, arroz e ovo frito. O vegetariano é com banana da terra e queijo coalho. Informações, aqui .

Já o Quintal Divina Luz, no Bairro São Marcos, um dos mais tradicionais redutos do samba de Beagá, aposta em uma comida caseira feita no fogão à lenha, para aliviar a ausência do surdo, pandeiro e tamborim. “Para maior comodidade e conforto dos nossos clientes, e no intuito de atendê-los da melhor maneira possível, o bar também está cadastrado em um aplicativo de entrega”, afirma Serginho Divina Luz. Informações, aqui .

Brinde do Bem

Porém, nem sempre a receita com a comida delivery é capaz de cobrir os gastos com aluguel, pessoal e insumos. Pensando nisso, uma cervejaria lançou a campanha “Brinde do Bem”, em que os bares e restaurantes cadastrados vendem vales de R$ 25, 50, 75 e 100. O cliente compra o voucher agora - para garantir a sustentabilidade do negócio nesse período de vacas magras - e terá o direito de gastá-lo no bar após a quarentena.

O Boizeca Espeteria, no Caiçara, e o Quintal da Jabu, localizado no Bairro Concórdia, são exemplos de espaços tradicionais de samba na cidade que aderiram à campanha. Eles já têm arrecadados R$ 1.450 e R$ 3.450, respectivamente.

A Heineken doará o mesmo valor arrecadado ao estabelecimento — ou seja, se o bar vendeu um total de R$ 2 mil em vouchers, receberá essa mesma quantia da cervejaria.

Mais informações aqui.

 

 

 

 
Ler 801 vezes Última modificação em Segunda, 20 Abril 2020 12:29
Zu Moreira

Jornalista, compositor e pesquisador

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